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O Processo Aluminotérmico  tem  sido  bastante  utilizado   em  aplicações específicas, onde outros processos de soldagem existentes não apresentam a flexibilidade e condições adequadas para realização da solda no campo.  É um processo que não possui  relação  com  outros  processos  existentes,    por  ser  baseado  em reação química entre materiais ferrosos ou não ferrosos e o alumínio.
Assim de uma forma geral, trata-se tipicamente de um processo que  envolve  uma reação  do  alumínio  com  um  óxido  metálico,  dando  como  resultado final  o  metal  líquido  que  se  forma na reação química.. Uma das vantagens desse processo é que por ser  altamente  exotérmica,  esta  reação  pode ser auto sustentada  com  ou sem pressão.

Fundamentos
           
Reação Redox.   Segundo  Lavoisier,  todos  os  processos,  nos  quais    uma substância combinava  com   oxigênio,   eram   considerados   processos   de  oxidação.        Como consequência, os  processos  nos  quais  o  oxigênio  é arrancado de uma  ligação, eram considerados uma redução.       A ampliação destes termos porém,  foi de  grande utilidade.       Hoje uma oxidação é todo processo, no qual se retira de  um átomo, íon ou molécula.        Os  elétrons  retirados de  uma partícula têm que ser  absorvidos  por outra. Este processo inverso é denominado redução.     Mas, já que elétrons somente  podem  ser  retirados de uma partícula  se  outra os  absorve, os  processos  de oxidação e redução sempre estarão acoplados.       Portanto, utiliza-se o termo reação redox ou reação oxi-redução. A reação aluminotérmica é  um  processo  típico  de oxi-redução,  no  qual  um  óxido  metálico  é  reduzido por intermédio  do alumínio. Durante este mesmo processo o alumínio é oxidado.     A intensidade do  processo  de oxi-redução, em  reações  aluminotérmicas, onde  o  agente  redutor sempre é o alumínio, depende exclusivamente do potencial do agente oxidante.       Quanto mais nobre for o metal, maior é a facilidade de reduzir o óxido metálico. Devido a este fato, quanto  mais  nobre  o  agente  oxidante,  maior  a  intensidade  da  reação aluminotérmica. 
Entalpia de Fusão -       Todo processo químico envolve uma transmissão de energia geralmente ligada a processos térmicos.      A energia desprendida ou gasta é definida como calor de fusão H.      Por definição, processos químicos que produzem  calor  são  processos  exotérmicos,  enquanto  processos  que consomem  calor  são   chamados  processos  endotérmicos.     Em processos exotérmicos os reagentes  cedem  energia  para  o  ambiente,  portanto  H  é negativo, enquanto em processos endotérmicos H é positivo. O calor de fusão geralmente é indicado em Kj e refere-se a um Mol dos reagentes.  A oxidação destes metais portanto, é  um  processo  exotérmico, no qual é liberada  uma certa  quantidade  de calor.  Em  um  processo  de  redução  uma quantidade de calor equivalente será absorvida.     Numa reação de  214g de THERMIT é  liberado  um calor  de  formação  equivalente  a 850 Kj,  ou seja,  para   1Kg  de THERMIT este valor corresponde a 3970 Kj.      Esta quantidade de calor é transferida ao produto da reação, que seriam a escória -   AL2O3 -  e o ferro, aquecendo estes até aproximadamente 2400ºC.
O  processo   aluminotérmico   pode  ser  comparado  a  outros processos,  como por exemplo a queima do carvão.  Na aluminotermia  porém,  o  oxigênio  necessário à combustão, não é retirado do ar  mas sim de um óxido metálico.
Energia de Ativação - Ao misturarmos um óxido metálico com alumínio numa proporção   estequiométrica,  somente  será  desencadeada  uma  reação  se houver influência externa.    Para que a reação seja iniciada é necessária uma certa "energia de ativação".  Muitos químicos tentaram introduzir esta energia de ativação através do aquecimento da mistura aluminotérmica.Conseqüência deste fato era uma reação de forma explosiva. Atualmente na aluminotermia a energia de ativação é introduzida por um acendedor especial
                                                                                                      Aplicação

Produção de Metais Isentos de Carbono.    Na produção de metais isentos de carbono, como por exemplo a produção de Cr,  a  mistura aluminotérmica é colocada em um cadinho (equipamento aonde é    colocado a porção de solda aluminotérmica), no qual, após o término da reação, os produtos  (metal puro e escória) se separam 
Soldagem THERMIT - A grande quantidade de calor da reação THERMIT, faz com que  este  processo  apresente  ótimas características para a soldagem,  por não depender de fontes de energia externas. A moderna técnica THERMIT permite a produção de aço de tipos e  composições  variadas,  sendo possível obter qualquer tipo de aço produzido em aciarias. 
Soldagem  THERMIT  de  Trilhos -       A  solda  aluminotérmica  é  aplicada mundialmente para a soldagem de juntas na via férrea.          Para executar a soldagem  THERMIT  de trilhos, os topos destes devem apresentar uma  folga pré-determinada,  em função do processo utilizado, bem  como ser envolvidos por fôrmas pré-fabricadas.   Após o assentamento   e  vedação  das  fôrmas  com areia de vedação, faz-se um pré-aquecimento com maçarico  específico  posicionado de tal forma,  que a chama penetre no topo da junta.        O aço THERMIT produzido em cadinho refratário, a temperaturas acima de 2000ºC, é conduzido  aos  topos  dos  trilhos,   dissolvendo-os  e  unindo-os   de  forma homogênea.             Após 4 a 5 minutos as fôrmas são retiradas e o material excedente é rebarbado.   Após o resfriamento a solda é esmerilhada de forma a reproduzir o perfil do trilho.
Soldagem  THERMIT  de  reparo  e  de  construção.         Da mesma forma que na soldagem  para  trilhos, às  partes  a  serem  soldadas  pelo  processo THERMIT,  devem ser posicionadas respeitando uma  certa  folga,  envolvidas com material refratário na região a ser soldada e, pré-aquecidas até 1.000 Cº aproximadamente. A seguir o aço líquido de composição adaptada ao  material  das peças a serem soldadas, preenche  a  folga  existente  entre  as pastes, fundindo e unindo-as.Este método é utilizado,tanto para a fabricação, quanto para reparos (após fraturas) de cilindros de laminação,  cadastes, estruturas  de  prensas, eixos de manivela,  ou  seja partes de máquinas em geral.
Soldagem  de  cabos  Elétricos.     Outra  aplicação  da  aluminotermia  é  a soldagem de peças de cobre.       Utiliza-se um cadinho de grafite, que possui duas funções, a de cadinho e a de fôrma.       As peças a serem soldadas são posicionadas no interior deste para realizar o processo de fundição.        Este processo  é  de  grande  valia  para  a  produção  de  uniões  que necessitam apresentar boa condutividade elétrica,como por exemplo a soldagem de cabos elétricos entre si, na proteção catódica  de  tubos  cujas  juntas  apresentam características  isolantes, na i nterligação  de  trilhos unidos  por  talas,  para efeitos de sinalização e corrente de retorno em vias eletrificadas, assim como no aterramento de trilhos/tanques na indústria química e petroquímica.
                                                                                                        Processos

O processo aluminotérmico consiste  fundamentalmente  no  fato de que uma mistura adequadamente preparada de alumínio e óxido de ferro pesado,  após inflamação inicial reage  de maneira  exotérmica a  temperatura relativamente alta.      Devido ao desenvolvimento do calor, a reação se expande sem muita intensidade espontaneamente em um curto prazo  de  tempo sobre a mistura. O resultado desta reação é a precipitação de um metal puro  e liquefeito e de escória também líquida de óxido  de  alumínio  ( que por ser mais leve aflorará acima do perfil a ser soldado para futura remoção).   O metal em fusão obtido da ração é recolhido em uma forma envolvendo as extremidades dos trilhos  a serem soldados.     Estas extremidades são previamente limpas e aquecidas a uma temperatura  conveniente  e  o  calor  introduzido  pelo  material fundido permite  que   as  mesmas   sejam  unidas  por  um  aço  com  características semelhantes aquelas do trilho.
Para  a  soldagem  dos  trilhos executamos  dois processos  tecnologicamente semelhantes que se diferenciam pela forma  de  introduzir o calor de soldagem nas extremidades dos trilhos.
 
SoWoS
Neste  processo, as extremidades dos trilhos são aquecidas  por um maçarico de  pré-aquecimento  posicionado  sobre  o  molde,  a  uma  temperatura   de aproximadamente 1000 Cº.
O tempo de pré-aquecimento depenrá do perfil do trilho e dos gases utilizados (Usamos  oxigênio/polipropileno,  pois são mais  garantidos nas soldas em que se exige certificação de qualidade).
Este  processos  é  economicamente  aplicável  em vias  sem  tráfego ou com intervalo, entre trens, superior a  60 minutos.

SKV
Para vias de  alta  densidade  de  tráfego,  este processo  SKV  representa  a alternativa mais viável, apesar do maior custo dos consumíveis, devido ao seu reduzido tempo de execução. O pré-aquecimento de  apenas 1  a  2  minutos aquece as extremidades dos trilhos a  aproximadamente  600 Cº  assegurando ao  mesmo  tempo  a  remoção  da  umidade  residual  do  molde.      A  parte predominante da energia para fundir as extremidades  dos  trilhos  provêm  de uma porção de solda com maior volume.
Este processo poderá ser  executado  em  intervalos  d e tráfego  de 12 a 15 minutos.

Especiais
Além dos processos normais de soldagem, executamos outros especiais: •  Processos especiais  para  soldagem  de  trilhos de bonde, ponte rolante, trilhos condutores e trilhos de perfil particular.
•  Processos  SKV-L 50  e SKV-L 75 para recuperar trilhos  fraturados  e/ou soldagem de trilhos com folga excessiva entre si. A princípio, são idênticos ao SKV,  porém  com  moldes  e  porções  adequados a folgas  de  50  e  75 mm, respectivamente.
•  Processo LSV, para eliminação de juntas com talas, no qual os furos junto as extremidades dos trilhos são inclusos na solda evitando a possível formação de trincas.
•  Processo SMW-K, para fixação de cabos elétricos em trilhos, no qual  uma orelha de aço com orifício, alojada numa das formas,é soldada à alma do trilho na execução de uma solda normal.


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